É bom lembrar


RIO SCENARIUM - UM MUSEU NA NOITE DO RIO.

RIO SCENARIUM - PAVILHÃO DA CULTURA - OFERECE UM PASSEIO PELA NOSSA CULTURA COMO NUM VERDADEIRO MUSEU

O Rio Scenarium, ícone do processo de revitalização cultural da rua do Lavradio, no Centro Histórico do Rio Antigo é um misto de antiquário e casa de shows, num espaço que reflete um verdadeiro museu.  O ?Pavilhão da Cultura?, como é denominado, expõe  centenas de peças dignas de um museu. Passear pelos seus andares e suas salas é uma verdadeira visita a um museu carioca.

           Distribuído em três imóveis do séc XIX, inteiramente restaurados,  o Rio Scenarium reúne rico acervo de grande importância cultural e é visitado durante o dia por dezenas de cariocas e turistas nacionais e estrangeiros, e à noite, este número chega a centenas e nos finais de semana, a milhares de vitantes. O acervo do Rio Scenarium não está à venda e será protegido para as futuras gerações. Possui importante acervo de mobiliário de época, dos séculos XVIII, XIX e XX, passando pelo barroco mineiro, por móveis de estilo império, art decó, art noveau, móveis anos 1950, além de móveis contemporâneos de grandes designs nacionais e estrangeiros. Este precioso acervo de mobiliário antigo, colecionado pelos sócios ao longo dos anos, perfazem hoje um total de mais de dez mil peças. A ambientação é uma festa para os olhos, cuidadosamente preparada pela decoradora Elma Cola, uma das sócias do local.  

            Em meio às cadeiras de várias décadas, inclusive a centenária de barbeiro, avista-se no segundo piso, uma antiga Pharmácia Homeopática da década de 1930, ou ainda bonecas de biscuit espalhadas nas prateleiras, lado a lado de peças de porcelanas chinesas, misturadas a coleções de todo tipo.  

             Um dos acervos mais admirados pelos visitantes é a coleção de relógios de parede antigos que  se encontra-se  no mesmo piso juntamente com raros lustres de cristal e espelhos venezianos, além do importante acervo cultural da cantora lírica Nadir de Mello Couto, que retrata a ópera no Brasil nas décadas de 1940 e 1950.  

No andar térreo, as preciosidades são inúmeras, destacando as coleções de coloridas bandejas de porcelana, do início do século 20, provenientes principalmente da Alemanha e Tchecoeslováquia, assim como a coleção de vasos  e colunas art-noveau, em faiança do mais autêntico Borbutine francês. Neste piso encontram-se também importante quadros OST, como os de Eduardo e Gilda Guinle e nus em carvão sobre cartão, de renomados artistas  europeus. Ainda no 1º piso  fica a coleção de mais de 40 bandejas em madeira  trabalhada em ?marcheterie?, da década de 1930 (art decó) e da década de 1940, e é uma das coleções mais admiradas pelos visitantes de todo o mundo, não só pelo trabalho artístico realizado na madeira, assim como pelas cenas apresentadas com asas de borboleta, representando cenas do cotidiano de nossa nobreza, paisagens da cidade que já não existem mais, cenas do Corcovado, do Pão de Açúcar, das palmeiras imperiais do Jardim Botânico, plantadas pelo Imperador D.Pedro II, etc. - um testemunho vivo de nossa história, de sua evolução  e de nossa cultura. Estas bandejas foram criteriosamente selecionadas e adquiridas nas inúmeras feiras de antiguidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, pequenos belchiors, e algumas destas, oferecidas por admiradores ao Rio Scenarium.

               Tem grande destaque na casa, a parede da pista de dança que é emoldurada por um grande quadro em ouro,  também trabalhado com asas de borboletas de diversos matizes, elaborado no ano de 1940, quando ainda não se tinha a preocupação com a preservação de nossa fauna e de nossa flora, como a que, felizmente, temos hoje. Este quadro é assinado por um grande artista húngaro e retrata a Baia de Guanabara - precioso documento que testemunha  o nosso passado a exemplo das antigas obras dos exploradores aquarelistas  que, graças à sua arte, nos legaram  imagens reveladoras de nossas  antigas paisagens, nossa fauna, flora, costumes e habitantes.

               No 3º piso encontra-se o Espaço Ariano Suassuna, dedicado ao nosso maior dramaturgo   vivo, e por ele inaugurado em outubro de 2001. Em vitrines afixadas nas paredes, são apresentadas coleções que, assim como a obra de Ariano Suassuna, conta a história do homem brasileiro índio (cocares de penas, couro de onça, colar e flexas), o negro (gargantilhas e grilhões de ferro, acoites e outros objetos de tortura do escravo brasileiro)  e o português (arte religiosa, objetos da cultura portuguesa, faianças, etc). Foi o próprio Ariano Suasssuna ao admirar estas vitrines no Rio Scenarium, quem definiu: ?aqui está representado o Brasil real, e não oficial, o tronco inicial da cultura brasileira: o índio, o negro e o português, fonte de inspiração de minha produção literária. É esta mistura, do popular e do erudito, onde o senhor, o escravo e o índio se miscigenaram, nascendo assim a cultura brasileira?.Neste Espaço Ariano Suassuna, temos também vitrines que são um verdadeiro museu da ferramenta, do tropeiro, do boiadeiro, das rendeiras, o Brasil real de Ariano.

Estes acervos  tão preciosos, cuidadosamente garimpados  e adquiridos ao longo  de mais  de 20 anos são que fazem do Rio Scenarium este espaço tão especial  tão admirado por clientes,   jornalistas e artistas de todo o mundo.

            Em breve, um novo acervo à disposição do público em geral.

           Nossa primeira grande vitória conseguida em 10/12/2009, foi o tombamento como Patrimônio Cultural, pela Prefeitura do Rio, do acervo do produtor cultural, Albino Pinheiro,  também  pertencente ao Rio Scenarium e já sob a guarda do Instituto Rio Scenarium, onde o mesmo já se encontra sendo inventariado e catalogado. A iniciativa leva em conta a necessidade de se preservar a memória da cultura carioca e a importância de Albino Pinheiro como pesquisador da Música Popular Brasileira, especialmente de samba e carnaval. Este tombamento foi uma iniciativa dos sócios do Rio Scenarium que sensibilizaram a Prefeitura do Rio, para a importância de se fazer este decreto de tombamento.

            Aliado a este ambiente mágico, que é uma verdadeira aula de história e de cultura brasileiras, o  Rio Scenarium apresenta também uma variada gastronomia brasileira, além de shows de música brasileira, ao vivo, onde mais de uma centena de músicos se apresentam mensalmente. Tudo começou com o instinto preservacionista dos sócios do Rio Scenarium, Plínio Fróes e Nelson Torzecki e seu grande amor pela cultura brasileira.  Da inauguração, em outubro de 2001, num antigo casarão do século XIX, o espaço logo foi transformado em ponto de encontro, lazer e entretenimento dos profissionais que trabalham no Centro. Hoje, o local concentra pessoas de todos os bairros e idades, e é dos preferidos do turista nacional e internacional. A receita é infalível: boa bebida, petiscos variados e restaurante, aliados à música de qualidade ao vivo, para ouvir e dançar. Na cozinha e no palco, o cardápio é a brasilidade, associada ao bom atendimento.

Para iluminar os olhos, o rico acervo deste Museu  será preservado para que as futuras gerações aprendam um pouco mais de nossa cultura, o que devemos e o que não devemos repetir da arte e dos feitos de nossos antepassados ?Não precisa de mais nada. O carioca se sente em casa e o turista, fascinado?, assina embaixo Plínio Fróes, que faz questão de receber pessoalmente o público da casa. O bom astral da casa, aliás, já começa na portaria, com profissionais bilingües trabalhando na recepção e no salão.
           O espaço mantém programação musical especialíssima, de terça a sábado, com dois grupos  todos os dias, e três grupos às sextas e sábados, criteriosamente selecionados pela equipe  multidisciplinar da direção musical da casa. Outra opção é o Salão Anexo. Além de contar com ambiente reservado e precioso acervo de quadros a óleo, DJ´s e bandas de diferentes estilos fazem ali a noite. O espaço é utilizado  também para festas e comemorações de empresas ou particulares,  exposições,  lançamentos de CDs e livros, seminários e congressos.       

Durante o dia e aos domingos, o Rio Scenarium é utilizado como cenário para gravações de comerciais e documentários para televisão e cinema. O espaço é utilizado também com muita freqüência, para seções de fotografias de moda, capas de CD, sites, revistas e jornais nacionais e estrangeiros.                
           A rua do Lavradio, a primeira rua residencial do Rio de Janeiro, concentra o comércio de antiguidades da cidade há várias décadas, além de contar com vários bares e restaurantes, dentre estes, a Cachaçaria Mangue Seco,especializada em caranguejos, peixes e frutos do mar, além de apresentar, assim como o Rio Scenarium, shows de música brasileira de segunda a sábado. Também o restaurante Santo Scenarium, possui um rico acervo de arte sacra, que assim como o acervo do Rio Scenarium, será preservado para as futuras gerações. Sua gastronomia brasileira e a boa música como o chorinho e o jazz, tornam este espaço ainda mais especial. Foi justamente a presença das atividades culturais que deu ao local um impulso especial, com características próprias. A rua ganhou vida dia e noite e tornou-se o principal  point da noite carioca, incomparável em termos de animação e diferente de qualquer outro lugar no mundo.O Rio Scenarium já angariou premiações, honrarias e inúmeros elogios no Brasil e fora dele - principalmente da mídia especializada. Para ilustrar, citamos  o título concedido ao Rio Scenariium em 2006, pelo jornal inglês The Guardian, como um dos 10 melhores bares do mundo, tendo sido o único escolhido na América do Sul.

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Rua do Lavradio, 20- Centro Antigo – Rio de Janeiro – RJ (próximo à Praça Tiradentes)  -  Tel:(21)3147-9005

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