Jeito retrô


Rio Scenarium tem Acervo de Relógios Antigos

Antes da chegada do relógio mecânico, calcular as horas com precisão era uma verdadeira proeza. Os avanços tecnológicos e a virtuosidade dos relojoeiros, que também eram mecânicos e decoradores, transformaram singelos mostradores em verdadeiras obras de artes. No Rio Scenarium pode-se viajar no tempo e no espaço não só através de seus ambientes repletos de antiguidades, como também ao se observar uma parede repleta de relógios antigos de diferentes formas, procedências, estilos, mecânicas e idades.

PRIMÓRDIOS

Desde a Grécia antiga o tempo era assunto que intrigava filósofos. No século XX fez parte da agenda de físicos como Einstein que, com a teoria da relatividade fez com que o tempo fosse considerado uma quarta dimensão. Não são apenas teses metafísicas que circundam o assunto. A necessidade de se medir intervalos de períodos de duração nasceu praticamente junto com o homem.

O homem primitivo se valia da própria sombra para ?calcular? as horas e posteriormente, de uma vareta verticalmente fincada no chão. Assim criou-se o "Relógios de Sol" ou "Gnômon". A vareta deu origem a monumentos megalíticos como os de Stonehenge, na Inglaterra e a Pedra de Intihuatana, em Machu Picchu, no Peru.

Na velha Mesopotâmia alguém, num momento de inspiração inclinou esta haste em direção ao pólo celeste, dando origem ao primeiro quadrante solar. Assim as horas seriam razoavelmente iguais em todos os dias do ano, melhorando muito a precisão da imprecisa vareta vertical.


ÁGUA, AZEITE E AREIA

A preocupação do homem em medir o tempo aumentou muito com a agricultura. Era importante saber a melhor época para plantar e colher e quando o inverno e o verão chegariam. Com isso o conhecimento para medir o tempo foi ficando cada vez mais sofisticado. Criou-se a clepsidra ou relógio de água. A clepsidra mais antiga foi encontrada em Karnak, no Egito, datando do reinado de Amenhotep III, por volta de 1.450 anos a.C.. Outros exemplares foram identificados também na Grécia antiga. No mesmo aspecto da clepsidra, criaram-se vários outros tipos de relógios, como o de azeite e o relógio de areia, a famosa ampulheta.


RIO SCENARIUM E SEUS RELÓGIOS

Após a criação da ampulheta, a melhor maneira descoberta para se medir o tempo foi o relógio mecânico, que reina até hoje. No 2º andar do Rio Scenarium pode-se observar uma parede repleta de relógios. Grande parte deles é de pêndulo, que durante os últimos três séculos, foi a mais confiável maneira de se medir o tempo, sendo substituída apenas nas últimas décadas por oscilações atômicas ou eletrônicas.

Os mais de 30 relógios expostos nessa parede, e outros espalhados pela casa, mostram que o relógio não é apenas um mero medidor de tempo, mas uma significante forma de expressão cultural que acompanha os principais movimentos artísticos.

Relógios rústicos, delicados, milimetricamente acabados, retos ou retangulares. Todos são verdadeiras esculturas enquadradas em diversos conceitos estéticos. Vale a pena conferir aqui no Rio Scenarium cada estilo. Na casa existem diversos modelos de diferentes estilos da Dimep, dos americanos Ansonia, de grande influência Inglesa e Alemã, e os tradicionais relógios cucos Floresta Negra.


INÍCIO DA RELOJOARIA

Por volta de 1350, os relógios mecânicos entraram na vida dos homens. Os primeiros foram instalados em mosteiros. Em meados do séc. XVI, a maior parte das cidades européias possuía um relógio público em uma de suas torres. Mas tarde se espalharam pelas fachadas das Câmaras Municipais e das igrejas. Por volta de 1.500, surgiram os relógios portáteis onde seus principais centros de produção eram no sul da Alemanha. As verdadeiras caixas decorativas foram feitas entre 1580 e 1650 e eram ornamentadas com gravuras de esmalte e jóias. Até 1720, os principais fabricantes de relógios eram de Kassel, Praga, Oxford, Londres, Paris e Massachusetts. Todos esses estilos podem ser apreciados no Rio Scenarium.

Durante o Renascimento, a Alemanha liderou a relojoaria européia e criou uma vasta gama de relógios de todos os estilos, incluindo o famoso relógio cuco, inspirado na região em que foi inventado, a Floresta Negra. A partir de 1680, os relojoeiros holandeses se especializaram em relógios de caixa alta, que apesar da influência dos franceses e ingleses, eles conseguiram manter a originalidade das criações. Durante os séculos XVIII e XIX a relojoaria inglesa liderou a produção européia. Esse período foi marcado pelo desenvolvimento de mecanismos precisos e caixas de decoração discreta. Na França, até 1715, o estilo Luís XIV destaca-se pelas linhas pesadas e desapareceu no reinado de Luís XVI (1774-92) para dar lugar aos neoclássicos que se estendeu até o reinado de Carlos X (1824-30).


JEITINHO BRASILEIRO

O relógio de bolso surgiu por volta de 1600 e até o final do século XIX eles eram carregados nos bolsos dos coletes masculinos. Como eram peças frágeis, geralmente eram presos com um correntes de segurança. Naquela época, conferir as horas envolvia um elegante ritual: retirar o relógio de suas caixas de metal, abrir a tampa e ver as horas. Santos Dumont, quando voava viu-se diante do problema de acompanhar o tempo, que geralmente eram de poucos minutos voando. Ele improvisou um relógio de bolso amarrado ao pulso por um lenço e pediu que seu amigo, Louis Cartier, fizesse um relógio mais fácil de usar do que o de bolso. Cartier criou em 1904 para Alberto Santos Dummont o relógio de pulso em formato quadrado - o modelo Tank, com pulseira de couro, denominado Santos e é reproduzido e vendido com sucesso até os tempos atuais.

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24/11/2006 - Rio Scenarium tem Acervo de Relógios Antigos
 

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